sábado, 14 de março de 2015

Pesquisa demonstra que cachorros também sentem ciúmes


 
O cão é o melhor amigo do homem e, assim como ele, é capaz de sentir ciúmes, sugerindo que o sentimento pode ter raízes no instinto de sobrevivência, revelaram cientistas dos Estados Unidos em um estudo publicado nesta quarta-feira (23) no periódico "PLOS One".
Cientistas testaram 36 cães e seus donos em um experimento no qual os humanos precisavam brincar com três objetos diferentes na frente de seu animal de estimação.
Um dos objetos era um cão de brinquedo que latia e balançava a cauda sempre que se pressionava botão. Os donos, então, tinham que brincar com ele como se fosse um cachorro de verdade durante um minuto.
Os pesquisadores pediram que os donos repetissem o procedimento na fase seguinte do experimento com uma lanterna em forma de abóbora do Dia das Bruxas, e fingissem brincar com ela como se fosse um cão.
Por fim, pediram que lessem em voz alta um livro "pop-up" infantil que tocava música, como se estivessem contando a história para uma criança pequena.
'Me dá atenção'

Segundo os estudiosos, alguns comportamentos caninos foram muito mais frequentes quando os humanos brincaram com o cachorro de mentira do que com os outros objetos. Os cães com mais frequência morderam, puxaram seus donos e empurraram o objeto, tentando se colocar entre o dono e o cachorro de mentira, do que com os outros brinquedos.
Os cães também se mostraram duas vezes mais propensos a puxar seus donos (78% dos animais fizeram isso) quando ele ou ela estava brincando com o cão de brinquedo do que quando a interação se deu com a abóbora (42%). Apenas 22% fizeram isso com o livro.
Cerca de 30% dos cães tentaram se colocar entre o dono e o cachorro de brinquedo e 25% abocanharam o cachorro de pelúcia.
Os bichos estudados eram de raças diferentes, como dachshund, lulu-da-pomerânia, Boston terrier, maltês e pug. Quase a metade dos cães estudada era de mestiços. A pesquisa foi chefiada por Christine Harris e Caroline Prouvost, da Universidade da Califórnia, em San Diego.
"Nosso estudo sugere que não só os cães têm um comportamento que poderia indicar ciúmes, mas também que eles tentaram quebrar o vínculo entre o dono e um aparente rival', explicou Harris. "Não podemos falar em nome das experiências subjetivas dos cães, é claro, mas parece que foram motivados a proteger um vínculo social importante para eles".


Estudo explica por que cachorros espirram tanta água enquanto bebem

Uma pesquisa feita por físicos e engenheiros americanos explicou por que os cachorros espirram tanta áqua quando bebem, ao contrário dos gatos, que manipulam habilmente a água para saciar sua sede de forma cuidadosa.
As descobertas recentes, que focam nos cachorros e foram apresentadas em uma reunião na Sociedade Americana de Física, em San Francisco, nos Estados Unidos, somaram-se a um resultado anterior sobre como os gatos bebem. Nem os gatos  nem os cachorros conseguem contrair suas bochechas com força suficiente para criar sucção, como os humanos. Por isso saber como exatamente eles conseguem beber tem sido um enigma.
Em 2010, engenheiros da Universidade de Princeton e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), entre outras instituições, descobriram como os gatos bebem água. Basicamente, os felinos encostam a língua na superfície da água, sem penetrá-la, e puxam uma coluna de líquido com a velocidade de um metro por segundo. Antes que a gravidade puxe a água para baixo, os gatos fecham a boca sobre o topo da coluna quatro vezes por segundo, engolem e depois repetem o processo.
Vídeo feito por pesquisadores em estudo de 2010
mostra mecanismo que gato usa para beber líquidos
(Foto: Pedro M. Reis, Sunghwan Jung, Jeffrey M.
Aristoff e Roman Stocker/MIT/Divulgação)
Quando o estudo com cães começou, os cientistas pensaram que eles bebessem de maneira similar aos gatos, segundo o engenheiro biomecânico Sunny Jung, da Virginia Tech. Ele fez parte do estudo com gatos e liderou o estudo com cachorros.
Mas o que eles descobriram contrariou essa expectativa. Primeiramente, as línguas dos gatos tocam sutilmente a superfície da água, enquanto os cachorros empurram sua língua descuidadamente líquido adentro, como pode ser visto em câmeras colocadas sob a água. Cachorros "esparramam muito (a água), mas os gatos nunca fazem isso", diz Jung.
Em segundo lugar, os gatos puxam sua língua para cima para criar a coluna de água com uma força que equivale a duas vezes a força da gravidade. Cachorros criam uma força de até oito vezes a da gravidade.
Finalmente, enquanto apenas a pontinha da língua do gato toca a água, uma área grande da língua do cachorro faz isso, o que os torna bebedores desastrados e nada habilidosos. Mais precisamente, o volume de água que a língua de um cachorro pode mover aumenta exponencialmente de acordo com o tamanho de seu corpo. É por isso que cachorros da raça São Bernardo podem transformar a cozinha em um lago, diferentemente de um Pinscher.

sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é a Braquicefalia e de que forma ela afeta o meu pet?

A braquicefalia - nome que vem do grego “braqui”, que significa curto e “cefálico”, que é cabeça - é uma deformidade nos ossos da cabeça, que é vista na forma de um achatamento do crânio, fazendo com que a cabeça seja menos longa que o normal, podendo também parecer que a cabeça é mais alta quando vista lateralmente e mais larga quando vista de frente.
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Essa deformidade pode ser observada tanto em cães, gatos quanto no próprio homem – e nesse caso, pode levar a problemas como o amadurecimento mais lento dos neurônios ou até mesmo situações piores, dependendo do nível da deformidade. Acredita-se que no ser humano essa característica seja causada em recém nascidos pela grande permanência em uma mesma posição quando deitados.


A braquicefalia em animais de estimação
Um dos grandes fatores que levou à grande incidência de pets que possuem braquicefalia foi a interferência do ser humano na criação de novas raças. Ao atuar como um mediador na reprodução de cães e gatos, o homem passou a selecionar as características que queriam que fossem passadas para as novas raças – seja por algum propósito estético ou por ser uma característica necessária para ele.
Em muitos casos, essa seleção se focava apenas em melhorar determinada característica – como o olfato apurado, ou aprender com facilidade como obedecer a comandos em uma caçada – sem levar em consideração o que isso poderia causar aos cães e como isso os afetaria. Com isso, muitas novas características surgiam e nem sempre essas eram favoráveis aos animais, e a braquicefalia é uma delas.
A braquicefalia em cães e gatos pode ser vista como o “focinho achatado” do pet. Em muitos casos isso acabou se tornando o charme da raça, o que faz com que essa característica continue sendo selecionada e seja parte do padrão da raça, apesar de muitas vezes desencadear em vários outros problemas de saúde.
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Um cão ou um gato que sofram com a braquicefalia são aqueles em que os ossos do crânio se fundiram antes da hora, o que faz com que todas as estruturas que possuem na cabeça fiquem apertadas no crânio – ou como muitos diriam, é quase como se o cérebro do cão fosse maior que a cabeça. Dessa forma, muitos dos animais das raças que são afetadas pela braquicefalia apresentam problemas respiratórios em diferentes níveis de gravidade. Um fato interessante é que na natureza não existem casos de animais com braquicefalia, o que prova que esse é um problema que foi gerado pelo ser humano durante a criação de novas espécies de animais domésticos.

A braquicefalia em cães
Todos sabem que um dos principais sentidos dos cães é o seu olfato; e é exatamente por isso que a braquicefalia é uma anomalia tão nociva para nossos amigos cães. Ela pode causar uma série de problemas respiratórios já que por ter o focinho achatado, as vias respiratórias do cão se tornam mais estreitas. Em alguns casos a braquicefalia é tão pronunciada que pode causar até mesmo uma inflamação crônica na faringe do pet.
Como a maioria das pessoas não sabe que esse é um distúrbio tão prejudicial à saúde dos cães, muitas raças se tornaram conhecidas exatamente por serem raças braquicefálicas, ou seja, com o focinho achatado – como o Pug, Pequinês, Buldogues, entre outras raças.
Um detalhe interessante é que durante o processo de evolução desse quadro, o homem selecionou cães que possuíam o maxilar inferior do tamanho normal e apenas o superior sendo recuado – e é por isso que em muitas dessas raças é possível ver os dentes inferiores em alguns dos cães.
Normalmente os cães não apresentam todos os sintomas da braquicefalia, mas é extremamente importante que seus donos estejam cientes desse problema e que façam consultas regulares ao veterinário para avaliar as condições de saúde de seu cãozinho.
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Alguns dos problemas mais comuns que podem surgir em cães braquicefálicos são:
  • Estenose das narinas - Isso nada mais é que o nome usado pelos profissionais da área veterinária para cães que possuem as narinas estreitas. A braquicefalia faz com que a abertura nasal seja estreita e pequena demais para o cão, dificultando a respiração do animal. Em casos mais graves pode ocorrer intervenção cirúrgica, mas não é uma condição totalmente reversível.
  • Palato mole alongado - O palato mole é a estrutura que separa a cavidade oral das passagens nasais. Nos cães que possuem o focinho achatado – conhecidos como cachorros braquicéfalos – essa estrutura fica solta na garganta, o que faz com que os cães produzam um som semelhante ao ronco. Na teoria, todos os cães que são afetados pela braquicefalia sofreriam com esse problema, porém na maioria das raças – a grande exceção é o Buldogue – não chega a representar um grande problema para a respiração do cão. Mas cães que ofegam demais ou latem muito podem acabar adquirindo um inchaço na garganta, o que pode acabar interferindo na respiração do animal.
  • Hipoplasia traqueal: O cão braquicéfalo possui a traqueia muito estreita em alguns pontos. Por isso, na hora de realizar qualquer procedimento cirúrgico é imprescindível que o veterinário faça uma radiografia antes de anestesiar o seu pet, pois isso pode se tornar um grande risco para a saúde dele – já que a braquicefalia interfere na quantia de anestésico que deve ser aplicada no cão. Para evitar complicações durante ou após a cirurgia, além da radiografia, o mais aconselhável é a utilização de anestesia através de inalação, pois é menos invasiva.
  • Estresse por calor: Por possuírem todos esses problemas com suas vias aéreas, até mesmo o ato de ofegar no calor se torna ineficiente em cães que sofrem com a braquicefalia. Um cão normal, quando ofega no calor, faz com que o ar entre mais rapidamente, fazendo a saliva evaporar e diminuindo a temperatura do sangue que passa pela língua do cão, ajudando a manter a temperatura do cão sob controle em dias mais quentes. Por isso, é muito importante garantir que seu cão esteja sempre dentro do peso ideal e que não seja muito exposto ao calor em dias quentes.
Além dos problemas nasais, os cães que sofrem com a braquicefalia também podem ter problemas com o posicionamento dos seus olhos, que podem parecer esbugalhados e em alguns casos atrapalhar no escoamento de lágrimas ou até mesmo fazer com que as suas pálpebras não se fechem totalmente.
Outro problema que também é comum em cães dessas raças é sofrer com o posicionamento de seus dentes; como o maxilar superior é recuado, os dentes dos cães tem menos espaço para crescer e por isso podem acabar crescendo em ângulos diferentes na boca do cão, o que ajuda no desenvolvimento de doenças dentárias mais cedo, já que são mais propensos à juntar restos de ração. Para evitar isso é aconselhável que o dono procure escovar os dentes do cão regularmente.

A braquicefalia em gatos
A primeira raça de gatos que pensamos quando o assunto é carinha amassada é o Persa. Assim como nos cães, esses gatos sofrem com problemas respiratórios que afetam não só sua energia para as brincadeiras com outros cães e gatos, como também atrapalham na manutenção da temperatura corporal do bichano.
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Por serem tão procurados e gerarem muito lucro para os criadores, em alguns países da Europa surgiram leis que tentam regulamentar até que ponto isso é permitido, apesar de nenhuma dessas leis citar a braquicefalia explicitamente. No entanto, as raças de gatos com o focinho mais achatados continuam sendo a grande preferência em concursos e também entre os criadores de gatos.
Exatamente por isso, em muitos casos os gatos - principalmente os da raça Persa - não conseguem se alimentar, pois os seus dentes ficam desalinhados, chegando ao ponto que é necessário que seus donos preparem a sua comida com uma consistência parecida com a de uma papinha para que o gato possa comer, já que não consegue mastigar normalmente.
Em gatos, a braquicefalia faz com que ocorra um excesso de pele nos rostos dos felinos, o que pode causar infecções - tanto bacterianas quanto fungicas - e até mesmo uma dermatite que é conhecida como acne felina.
O grande problema da braquicefalia é que ela é uma deformação de origem genética e, enquanto os criadores e compradores não levarem a sério todos esses problemas de saúde que podem surgir, tudo que resta é tentar amenizar os efeitos desse distúrbio em nossos cães e gatos, sempre realizando consultas regulares ao veterinário e mantendo a saúde dos nossos companheiros de quatro patas em dia para evitar que o pet sofra.

Cães de caça - Você sabe quais são as melhores raças?

Uma das primeiras funções dos cães ao lado do homem foi de cão de caça, além de companheiro, é claro. Com o passar do tempo muitas raças foram se desenvolvendo com outros propósitos como o pastoreio, guarda, companhia e até mesmo beleza e postura para concursos animais. Apesar disso, muitos criadores continuaram desenvolvendo cães de caça, aprimorando cada vez mais suas características para atenderem todas as necessidades de seus donos caçadores.
Apesar de até hoje existirem cães de caça dos mais variados tipos e com muitos propósitos diferentes, existem aquelas raças que são as primeiras a surgir em nossas mentes quando pensamos em cães de caça. Veja aqui quais as raças mais conhecidas de cães de caça e entenda de onde veio toda essa fama.


  • Basset Houndcaes-caca-basset-hound
O mais conhecido cão de caça, o Basset Hound é personagem constante em desenhos animados e filmes quando se trata de caça. Com um temperamento tranquilo e por muitas vezes bastante preguiçoso, o Basset Hound é um cão de caça bastante ativo que é usado na caça de faisões, lebres e coelhos, usando seu excelente olfato para seguir seus cheiros até as tocas, não importando quão escondidas elas sejam.
O Basset Hound foi criado no século XVI, na França e até hoje é um dos cães de caça mais populares que existem.

  • Pointer Inglêscaes-caca-pointer-ingles
O Pointer Inglês é um excelente cão de companhia quando está em casa com a família, além de também ser um excelente cão para exposições caninas, já que possui traços harmoniosos e elegantes. Mas, apesar disso, essa raça construiu a sua fama sendo um excelente cão de caça desde meados do século XVII.
Toda essa fama se deve ao fato do Pointer Inglês ter se destacado durante as caçadas por possuir um excelente olfato, além de aprender comandos rapidamente, ter uma excelente memória e estar sempre entusiasmado, nunca desistindo da caçada.
Com um corpo atlético que poderia causar inveja para outras raças, o Pointer Inglês é um cão de caça geralmente usado para abater Perdizes.
  
  • Setter Irlandês Vermelhocaes-caca-setter-irlandes-vermelho
O Setter Irlandês Vermelho é um cão de caça que foi muito usado na Irlanda a partir do século XVIII, trabalhando junto com falcões na caça de aves. De porte atlético e esbelto, o Setter Irlandês Vermelho é um cão extremamente ativo, que precisa de um dono que seja tão ativo quanto ele para conseguir ser um bom cão de companhia nas horas que não está caçando. Dentre os cães de caça, essa é uma das raças mais difíceis de ser adestrada, pois esses cães possuem um temperamento forte e livre.

  • Cocker Spaniel Inglêscaes-caca-cocker-spaniel-ingles
Apesar de hoje provavelmente ser mais conhecido por sua beleza, o Cocker Spaniel Inglês é um excelente cão de caça, afugentando aves como faisões, galinhas e perdizes para seus donos, recolhendo o animal abatido quer ele esteja na terra ou na água.
O Cocker Spaniel Inglês teve um papel de destaque no século XVIII, alcançando a Grã-Bretanha e seus grandes caçadores, alcançando o resto do mundo após conquistar o coração dos britânicos.

  • Labrador Retrievercaes-caca-labrador-retriever
Sem dúvida nenhuma o Labrador Retriever, que em muitos lugares é conhecido apenas como Labrador, é o cão mais popular de seu tipo e não é por menos. Essa raça é uma das melhores em tudo que faz, atuando como cão policial, guia para cegos e é claro, um ótimo cão de caça dentro e fora d’água, completando tudo isso como seu temperamento amigável e confiável durante as horas de descanso com a família.
O Labrador Retriever surgiu na ilha de Terra Nova, no Canadá, onde eram usados pelos pescadores locais para ajudar a trazer as redes de pesca das águas congelantes para a terra.

  • Bull Terrier
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Apesar da aparência exótica e de por muito tempo ter sido reconhecido por ser um excelente cão de briga, o Bull Terrier há muito tempo deixou esse papel e hoje é uma raça bastante gentil, principalmente com crianças. Os cães dessa raça foram muito usados para a caça de ratos – e um deles possui o recorde de ter caçado 500 ratos em 36 minutos, que não foi quebrado até hoje.
O Bull Terrier é um ótimo cão de caça e de companhia, desde que os donos possuam um pulso firme para manter a sua educação e temperamento forte sob controle e principalmente que tenham tempo para exercitar esses cães, que são mundialmente conhecidos por sua força, muitas vezes precisando de adestradores para aprender como lidar e controlar melhor esse cão cheio de energia.

  • Greyhound
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O Greyhound é conhecido por ser uma das raças de cães mais antigas que se tem conhecimento. Os cães dessa raça também são conhecidos como “Galgos da visão”, já que eles utilizam mais esse sentido que o olfato durante a caça. Acredita-se que o Greyhound surgiu no Oriente Médio e era uma das raças utilizadas na caça de pequenas presas, como por exemplo, lebres.
Uma característica marcante desses cães de caça é a sua força e velocidade – um cão dessa raça pode chegar a atingir os 65km/h em uma corrida.

  • Beagle
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Apesar de ser extremamente conhecido por sua personalidade divertida e animada, o Beagle possui um passado de caçador. Esse cão do tipo Hound já foi muito usado para caçar lebres ou simplesmente acompanhar o caçador durante caçadas à pé e rapidamente se tornou uma mascote adorada entre membros da realeza.
Um pouco teimosos e extremamente ativos, o Beagle é uma das raças de cães mais queridas e famosas, principalmente com o desenho Snoopy, onde o personagem principal é um cãozinho dessa raça.

  • Jack Russell Terrier
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Apesar de não ser reconhecido oficialmente como uma raça na grande maioria dos clubes de raças do mundo, o Jack Russell Terrier é um cão de caça conhecido por sua valentia, chegando muitas vezes a enfrentar cães maiores que ele sem nenhum medo.
Os cães dessa raça são muito usados na caça de raposas, mas quando não existe nenhuma raposa por perto, o pet dessa raça não vai ter nenhuma reserva para procurar e caçar qualquer outro tipo de pequeno predador que possa encontrar por perto.

  • Borzói
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O Borzói é um cachorro de caça de origem russa. Essa era uma raça bastante apreciada pela aristocracia e czares russos e era muito utilizada na caça de lobos. Os cães dessa raça são conhecidos por sua velocidade e também por seus instintos impetuosos, sendo preciso um bom adestramento para que o dono não tenha problemas em controlar o temperamento dos cães dessa raça.
Com um porte majestoso e uma personalidade um tanto complexa de se lidar, o Borzói é um cão de caça que não é recomendado para todos, principalmente por exigir vários cuidados quanto à sua pelagem, exercícios e adestramentos.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Raça (Dogue de Bordeaux)

Dogue de Bordeaux

Esta raça se tornou conhecida ao público graças ao Dogue de Bordeaux chamado Beasley, que estrelou no sucesso Parceiros e Cães (1989), uma comédia familiar. Beasley interpretava Hooch, a única testemunha do homicídio investigado pelo detetive Scott Turner (Tom Hanks). Como resultado, Turner é forçado a viver com o animal, a fim de solucionar o caso.
Origem
O Dogue de Bordeaux é descendente dos Alanos, cães levados para a Europa pelos alanos, um povo iraniano expulso pelos hunos. Estes cães foram utilizados principalmente para lutar e antes de seu desaparecimento, no século V, na Aquitânia e no norte da Espanha, haviam sido cruzados com os cães nativos. O resultado foi o que mais tarde se tornou conhecido como o Dogue de Bordeaux. Na Idade Média, tornou-se um cão de guarda e, no século XVII, era o cão da moda na burguesia francesa.
Comportamento

O Dogue de Bordeaux é carinhoso, calmo, equilibrado, agradável e gentil. Ele é muito apegado ao seu dono e é cuidadoso e paciente com as crianças, do tipo que aguenta qualquer brincadeira e puxão do rabo. Tende a ser teimoso e orgulhoso, mas uma vez que aprende uma ordem, nunca irá esquecer.
Aspecto
O Dogue de Bordeaux é um cão musculoso, atlético e imponente. Ele tem uma cabeça larga e cheia de dobrinhas e lábio caído, cobrindo o maxilar inferior. Ele tem olhos ovais separados e orelhas pequenas e caídas. A cauda é grossa na base. Seu pelo é fino, curto e suave. Este cão pode ser de cor de mogno ou de um tom amarelado.

Raça (Boerboel)

Boerboel

A palavra boerboel, provém do vocábulo boer, que em holandês e africano significa agricultor. A partir disso o nome da raça Boerboel pode ser traduzido, literalmente, como cão agricultor ou cão de pastoreio. Os agricultores africanos utilizavam esses cães para trabalhar, brigar e acima de tudo, para proteger os seus terrenos.

Origem
O Boerboel é um cão de origem africana. A partir das colonizações européias em 1652, os cães primitivos utilizados nas fazendas africanas começaram a cruzar com os molosos trazidos pelos colonos (cães como o Mastín, Bulldog e Dogos), o que teve como resultado alguns séculos depois, o Boerboel que hoje conhecemos, uma raça ainda em processo de criação.
O Boerboel não faz parte das grandes organizações como a FCI ou o AKC, mas apesar disso suas características estão totalmente padronizadas na África, através de associações como a Associação Sul Africana de Criadores de Boerboel (SABT) e a Associação de Elite de Boerboeis Sul Africanos (EBBASA), que são encarregadas de controlar a criação dessa raça e fazer o padrão ser cumprido corretamente.
Famosos na África do Sul por serem cães de guarda muito protetores, sem serem agressivos, oscães da raça Boerboel são, além disso, gentis e efetuosos companheiros domésticos. Eles gostam de estar próximos dos membros da família, aproveitando e se divertindo em longos jogos de apanhar e simplesmente o clima de proximidade das reuniões familiares.
No século XVII um empregado da Companhia Holandesa das Índias chamado Jan van Riebeeck foi mandado para a África do Sul para estabelecer um posto comercial ali. Ele trouxe com ele um grande Mastiff – o tipo de cão que eventualmente cruzou com os molosos nativos e outras raças que vieram com os colonizadores. Com o passar das gerações, as proles que sobreviveram nessas terras inóspitas eram fortes e resistentes, duráveis e que gostavam de ajudar, eventualmente formando o Boerboel, com sua beleza rude.

Comportamento
O Boerboel é inteligente, equilibrado, seguro de si mesmo, fiel, obediente e afetuoso com seus donos. É um cão que é bom com as crianças, brincalhão com os membros de sua família, tendo um grande instinto protetor e guardião com o que considera sua própria família. Eles só mantêm distância com estranhos e podem mostrar uma atitude dominante com outros cães.
Dizem que o Boerboel é muito perceptivo, podendo supostamente até sentir os humores de seus donos, sendo especialmente alertas nesse sentido quando estranhos estão por perto. Uma vez que o Boerboel estiver devidamente apresentado aos amigos da família, eles se tornam muito mais receptivos e isso é muito bom para eles – quanto mais pessoas para brincar com eles no jardim, melhor!

Raça (Poodle Anão)

Poodle Anão

O Poodle Anão é um cão que sempre esteve relacionado ao glamour, seja como companheiro das damas da corte francesa ou como um dos muitos mascotes de Marylin Monroe. A atriz teve um Poodle branco chamado Maf (abreviatura de Máfia) que foi um presente do cantor Frank Sinatra.
Origem
Por muitos séculos, o Poodle e o Barbet eram a mesma raça. Este cão era usado como caçador de aves selvagens e guardião de cabras e ovelhas. A partir do século XVI começou a diferenciar-se aos poucos. Alguns permaneceram caçadores ou guardiões, mas outros passaram por mudanças para tornar mais suave a textura do seu pelo. O segundo tipo mencionado se tornou o nosso atual poodle, que logo se tornou o animal de estimação preferido de reis e príncipes. Durante os séculos XVI e XVIII, criadores começaram a cruzar os poodles de tamanho padrão a fim de obter o poodle anão.

Comportamento
Como todos os Poodles, o Poodle Anão é fiel, apegado ao seu dono e às vezes pode chegar ao ponto de segui-lo em todos os lugares. Ele é brincalhão, alegre, muito inteligente e observador, é capaz de aprender muito e de forma realmente rápida. Por vezes, pode ficar latindo na presença de estranhos ou quando é deixado sozinho em casa, pois é muito protetor. A variedade do poodle no tamanho anão parece ser mais predisposta a ansiedade do que as outras.

Aspecto
O Poodle Anão é um cão que é firme e muscular. Ele tem pernas fortes e bem desenvolvidas. As orelhas são bastante longas e caem para os lados do rosto. O focinho é longo, reto e fino. O rabo, geralmente, é cortado um terço do seu comprimento original. Existem duas variedades de pelo, dependendo do poodle: pelo encaracolado (fino, bem ondulado, elástico, espesso e denso) e pelo frisado (abundantes, finos, com textura de lã).

Cuidados específicos
O Poodle Anão é perfeitamente adaptável conforme o estilo de vida de seu dono. Deve residir com pessoas tranquilas, uma vez que, em caso contrário, o cão pode ficar tenso e nervoso, além de desenvolver tendência a ter ataques de pânico.

É recomendado alimentá-lo regularmente com refeições leves.
O cuidado do pelo é muito exigente e difícil, é necessário levá-lo a um profissional.

Saúde
Os problemas mais comuns que afligem o Poodle Anão são os ouvidos, os olhos e a pele.